MÚSICA E ARQUITETURA

MÚSICA E ARQUITETURA

Na folha de S.Paulo de 16/02/2019 há um artigo interessante sobre música. Vale a pena ler.
No escritório há alguns anos se estabeleceu uma guerra pelo som. Há idiossincrasias pela música eu sei. Mas vejo a música de forma diferente de quem, em geral trabalha comigo (escute aqui o que eu ouço¹ )
O artigo ressalta as virtudes da música instrumental, que eu não acho de toda mal. Gosto, mas não para ouvir!
Não sabemos exatamente porque gostamos de música, é muito provável que seja pelos padrões harmônicos, ou não, que ouvimos. O ser humano é obcecado por padrões e a música é cheio deles.
Extrapolando um pouco, as ideias de Semir Zeki, um neurobiólogo, que defende a tese de que pintores são neurologistas natos, pois produzem diretamente para o cento de prazer (ou do desprazer) de seus admiradores. Explico, tudo o que vemos, ouvimos ou sentimos é processado pelo nosso órgão superior: o cérebro. Lá não entra nada, só circulam sangue, impulsos elétricos e glicídios. Não entra, pintura, fotografia imagem, som ou qualquer outra coisa. Não entra, nada, absolutamente nada! A semiologia diz que a única coisa que entra além destas substâncias, são os signos. Assim tudo o que temos, são invenções do cérebro, criações magnificas deste órgão, muito estudado e ainda pouco compreendido (por mais que tenhamos tido avanços enormes no século XX e XXI, ainda estamos longe de uma compreensão total, das funções e capacidades cerebrais).
Os músicos, portanto, tem também estas características. Ou seja, produzem para o cérebro e não diretamente para nós.
De que forma funciona?
O cérebro reage a todos os estímulos sejam eles internos ou externos. E a sua reação a eles, “forante” a nossa cognição, entendimento, memoria e outros sentimentos são mediados por substâncias hormonais, adrenalina, serotonina, testosterona, noradrenalina e dopamina² (entre muitas outras).
São estas as substâncias que nos dão a noção de gosto disto e não gosto. Estas entidades são manipuladas em locais distintos no cérebro, e independente da cultura formação ou educação, tudo que gostamos se aloja num local e o que não, em outro.
A música não escapa disto. E tem um efeito, que é o gatilho para todas as sensações que temos ao ouvir música. No artigo, eles falam de músicas calmas e quando é preciso de um pouco de empenho, eles usam uma música “mais pesada”. Por que?
As músicas mais calmas estimulam a produção de substâncias que nos dão prazer e bem-estar, destacadamente serotonina e dopamina. Mas nas músicas mais pesadas, como metal e rap, entre outras, uma substância entra na parada, adrenalina!
A adrenalina é o neurotransmissor da coragem, da violência, da ação esportiva e dos ímpetos criativos, portanto é uma substância que o cérebro gosta para agitar. Assim dependendo de cada momento há um tipo de música para estimular o trabalho.
AUMENTA QUE ISSO É ROCK AND ROLL!!!!

1.https://open.spotify.com/user/paulodetarso54/playlist/2M4OunTQzm5gZaimhcFzWg?si=NmF7mGsLST-XxY34ZZpUJw

2.Dopamina é um neurotransmissor no cérebro-é produzido em resposta a recompensa para as atividades humanas e está ligado a ao reforço e motivação-isso inclui atividades que são biologicamente significativas como se alimentar e sexo. Ver mais aqui: https://www.bbc.com/news/health-12135590