POUCO CASO, MUITOS CASOS.

 

Seu nome Adélia Borges.

Sua importância? Enorme, para as áreas do Design, Arquitetura e Decoração (todos com maiúsculas, pois representam aqueles que verdadeiramente trabalham com seriedade e afinco).

Conheço Adélia há muito tempo, desde que começou a batalhar pelo design, na extinta Gazeta Mercantil, jornal econômico, que primeiramente soube dar valor a esta importante expressão.

Ela é uma das mais importantes batalhadoras pelo design nacional, levantando importantes informações, organizando exposições dentro e fora do país e lançando livros importantes.

Adélia dirigiu durante algum o Museu da Casa Brasileira e impeliu ao órgão um sentido e importância fundamental para a inovação brasileira, principalmente em relação aos objetos domésticos.

A Folha de São Paulo de hoje, 30/08/2019 demostra com uma entrevista de página inteira a importância desta mulher dentro do cenário brasileiro e paulista.

Suas palestras são uma aula de história, design, antropologia e arquitetura, seu profundo conhecimento das nossas coisas a fazem uma fonte inesgotável de conhecimento, para quem quer aprender um pouco.

Simples, afável e comunicativa, não é um ídolo com a qual não se pode conversar. Sempre tem uma palavra de incentivo a aqueles que estão começando e uma orientadora, a quem, mesmo com muitos anos, batalham na profissão.

Em Campinas, em abril deste ano em um evento, dito de design, uma audiência minguada para ouvir suas palavras, a organização, que sequer sabia de sua importância, nem colocou uma condução a sua disposição. É uma dessas vergonhas que temos que passar pelo nosso desconhecimento e ignorância.

Que ela possa nos perdoar por não saber de sua importância, e que outras vezes possa vir e nos enriquecer com seu conhecimento e simpatia.