ARQUITETURA DE M*RDA PARTE 2

ARQUITETURA DE M*RDA PARTE 2

As cidades medievais eram imundas, sujas e fedorentas, e segundo a expressão de São Bernardo: onde todo mundo fede, ninguém cheira mal.

Toda espécie de imundices estava jogada nas ruas e vielas. Mesmo dentro das casas na sua maioria, não haviam pisos, portanto, escarros, cuspe e restos de comida, quando não o número 1 ficavam espalhados pelos cantos.
Lembrando aqui que os utensílios domésticos eram móveis, portanto camas e banheiros eram transportados nas viagens de reis e nobres.

Quando surge o quarto, por volta de 1660, ou seja, em pleno século XVII, um espaço privado (chamado de petit appartment) e o quarto de banho aparecem, como necessidade e intenção de restringir uma atividade que em geral era pública. É bom lembrar que Versalhes com seus 700 quartos não contava com um só banheiro, no sentido moderno (ressalte-se que havia salle de bain, mas não possuíam privadas nem esgoto).

Por volta do século XVII, surgem, para a alta classe e monarcas as primeiras privadas portáteis. Luís XIV possuía várias e sua utilização era pública e sinal de prestígios para aqueles que assistiam o rei fazer suas necessidades. Seu uso iria se multiplicar com os nobres e burgueses querendo este moderno equipamento.

Começa surgir na sociedade uma noção mais clara entre o público e o privado, fazendo com que certas atividades, antes públicas, passem a serem realizados no privado. No excepcional filme Vatel – Um Banquete para o Rei tem uma cena onde o rei é acompanhado por um séquito, fazendo suas necessidades.

O número 1 era feito em qualquer lugar, pelos cantos do palácio. O número 2 era feito em pinicos e jogados ao jardim. Por que vocês acham que Versalhes tinha e tem jardim fantásticos????

O avanço da ciência e novas descobertas eliminaram o conceito de miasma (de que as doenças vinham pelo ar) e se passou a enxergar de maneira cientifica e metodológica os problemas de higiene.
Os sanitários e banheiros ficavam normalmente separados, até hoje é possível ver esta separação em apartamentos franceses e americanos. No caso brasileiro, no início estavam separados, mas na sua inserção no interior das residências já se fez a unificação.

O século XIX verá surgir as novas atitudes higienistas, vindas a partir da Alemanha irá se estender por toda Europa e o mundo. A Inglaterra irá iniciar a instalação de esgotos em Londres depois do terrível ano 1858, quando a sessão do parlamento teve que se fechado, por conta do cheiro fétido do esgoto jogado no rio Tamisa.

Esta onda higienista fará diversos países investirem em redes de esgotos de grandes capacidades. Londres, Munique, Paris e Rio de Janeiro passam a contar com uma rede de escoamento de esgoto, o que rapidamente trará os sanitários para dar maior conforto, próximo ou mesmo dentro de casa.
Uma revolução sanitária coloca o mundo na trilha correta e milhões de mortes são evitadas, embora ainda que hoje, por falta de saneamento, continue a trazer a tragédia a diferentes países.

No século XXI, mudanças de grandes dimensões começam a ocorrer nos banheiros, é depois da cozinha a área da casa a receber maiores impactos tecnológicos e inovações.

O conceito meramente sanitário se expandiu e a noção de bem-estar é cada vez mais presente. O banheiro passa a ser um “spa” doméstico.
A palavra SPA, um topônimo, vem da cidade de Spa, próxima a Liége, Bélgica. É uma cidade conhecida desde a antiguidade por suas águas termais e curativas. Aquae Spadanae, denominação possivelmente relacionada com “spargere” (em latim, ‘lançar aqui e ali, espalhar’ (gotículas)Existe uma falsa etimologia, que sugere que Spa significaria Sanitas per Aquam, não existe fundamento etimológico para isto.
Existe na Inglaterra uma cidade com o nome de Bath, uma antiga dominação romana, famosa por suas construções de banhos públicos e águas termais também.

A vida moderna com suas inúmeras interações pede que haja um momento de repouso no retorno ao lar. Já há alguns anos que a casa vem se modificando e se fundindo. A cozinha se fundiu com a sala, desapareceu a sala de visitas, e o quarto, uma invenção recente (1660) se mesclou com o banheiro. O cômodo que até pouco ficava fora da casa, está ao lado da área de repouso.

Bacias com capacidade de análise médicas e com conexão com a internet lançam informações sob o estado de saúde seus usuários. Os chuveiros vêm dotados de diferentes pressões e chegam a ter iluminação de led para as terapias de cromoterapia. Sistemas de aquecimento, seja solar ou promovido por células fotovoltaicas (para a eletrificação, bombas pressurizadoras e sistemas computacionais) elevam a qualidade do banho a níveis nunca vistos. A introdução em breve de pisos, com capacidade de armazenamento de dados, como peso, controle de temperatura e muito mais, estarão em breve no mercado. Utilização de banheiras, a partir da utilização de resinas, modificou as antigas e pesadas banheiras de ferro. Mecanismos de pressão e jatos d’água transformam a simples limpeza do corpo, num verdadeiro tratamento de saúde.

Vale a pena conhecer algumas das novidades que estarão presentes nos banheiros em breve:


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